Você me pede pra voltar e eu observo com cuidado teus olhos esperançosos. Isso me faz rir impiedosamente. A forma como tudo está se repetindo chega a ser irônico aos olhos de quem já passou por isso; aos meus olhos, que por coincidência ou não, já choraram por você. Eu penso e repenso isso a cada momento. Talvez eu esteja sendo severa ao me divertir ao custo do teu sofrimento, mas quando eu olho pro meu passado e vejo que - há não muito tempo atrás – era eu quem lhe pedia, aliás, implorava que voltasse. Me sinto totalmente dominada pelo que se pode chamar de desejo vingativo. Talvez você mereça passar por tudo que eu passei, e, quem sabe, ainda mais. Você merece saber como é ser pisado, ignorado e humilhado por quem ama, para ver que você não sabe de tudo, como pensou que soubesse." Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão . . . " - Caio F. -
Não entendo como pessoas que tanto amamos podem "esfaquear" nossos sentimentos por um orgulho besta. Estou vivendo uma grande decepção , eu sinto como se tudo que eu faço fosse errado, como se cada passo que eu dou fosse em vão, como se houvesse a necessidade de eu controlar, manipular e planejar tudo que faço. Essa sensação vem me atormentando de uma forma desagradável. Eu sinto medo a cada movimento, como se qualquer coisa possa acontecer a qualquer instante e eu não possa impedir, apenas aceitar o fim; eu sinto medo de mim mesmo.
"Hoje descobri que não vale mais a pena, lutar sozinho por algo é muito desgastante, preciso de tempo, apenas isso, para reaprender a viver sem você"
(Carol Borba)

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